Deixa eu te falar um negócio – eu ainda não estou na internet tempo o suficiente pra te contar sobre os lugares que eu já acampei. Mas esse aqui com certeza tá no meu top 5.
Sendo brasileira, eu nunca tive a oportunidade de visitar um território indígena. Mas morando fora, sim. Eu sempre tive aquela ideia de reserva indígena ser meio que uma “tribo no meio do mato”, sabe? Floresta, oca, rio pra pescar, sas coisa. Imagina a minha cara quando eu descobri aqui essa tribo era no meio do deserto?
Mas calma, deixa eu voltar de onde eu parei no ultimo texto pra te trazer até aqui.
Lembra quando eu falei que essa parada no Valley of the Gods seria mais como uma parada do que uma trip completa? Isso porque nosso próximo destino está a apenas uma hora de distância: o icônico Monument Valley.
E quando digo icônico, digo porque é babado mesmo. Já assistiu Forrest Gump? Aquela cena que ele tá correndo. Essa:

É esse o lugar. Mas diferente da maioria dos lugares que eu ja te mostrei aqui antes, esse não é um parque nacional. É um parque tribal, onde a cultura Navajo se enraizou séculos antes dos espanhóis chegarem à região em 1581. Nesse ponto aqui eu poderia seguir contando até você desistir de mim, mas foca.
A paisagem é absurda. Gigantes de pedra, e ao mesmo tempo frágeis, ali expostos como quem tá te esperando para serem admirados.

Um dia é o suficiente pra explorar. A entrada custa 8 dólares por pessoa. A principal atração é um circuito de 17 milhas, mais ou menos 27km. Como sempre, o ideal é estar com um veículo alto. Mas se não tiver, sem estresse: dá pra fazer um tour guiado com guias locais que te levam lá pra dentro, contando histórias e mostrando os pontos mais especiais. O passeio dura de 2 a 3 horas, e a vantagem é que alguns lugares, como o Ear of the Wind, só são acessíveis com guia.
Outros pontos pra visitar: Mittens e Merrick Butte, a trilha Wildcat, o John Ford’s Point, Three Sisters, e o famoso Forrest Gump Point na Highway 163.
Como eu disse, dá pra fazer em um dia, mas se quiser, pode estender. A trilha mais conhecida é a Wildcat Trail, um circuito de 2,4 km. Você precisa se registrar no Visitor Center. Se eu puder dar uma sugestão, vá de manhã bem cedo, tipo no nascer do sol. Por ser uma trilha curta e conhecida, ja sabe, né?
Pra experiências mais fora do circuito, você vai precisar de permissão, também disponível no Visitor Center. Se for explorar o Rio San Juan, o passe é emitido no Welcome Center. E lembrando que: é um deserto. Aproveite, mas com responsabilidade.
Terminando o circuito, você pode parar no The View Hotel pra almoçar ou jantar com vista panorâmica. Também dá pra se hospedar ali. Outra opção ótima é o Goulding’s Lodge, logo fora do parque, mas tão perto que parece dentro.
Agora, minha recomendação de verdade: o Tipi Village. Essa que vos fala adora um conforto , não vou negar, mas eu também gosto daquele negocio da experiência. Aqui não é luxo, mas você pode acampar, levar seu RV ou dormir nos tipis (essas ocas), que são feitas a mão.

Curiosidade: sabia que essa é uma das maiores reservas indígenas do país? E que esse povo teve papel essencial na derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial? Como não se hospedar aqui?
O lugar tem mais cara de hostel, sim. E eu sei, acabei de dizer que gosto de conforto. E pra ser MUITO honesta, não sou fã de hostel. Mas aqui me surpreendi. Banheiros e áreas comuns limpinhos e bem cuidados. O único ponto fraco pra mim foi o banheiro compartilhado. Mas por uma noite? Fora que aceitam seu pet, então bora.
À noite, o céu parece mentira de tão bonito. Mas depois de um dia no sol do deserto, tudo o que você quer é cama. E deixa eu te contar: a cama é tão confortável que parece te abraçar. E como faz friozinho à noite, você apaga rapidinho.
E assim, seguimos para o próximo e último destino da road trip: Zion National Park!

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